“Estes são os caminhos da mente: se você olhar profundamente, vai ver que a mente é simplesmente estúpida – todas as mentes. E a mente continua criando todos os tipos de preocupações e aflições. Minha mensagem para você é que você não é a mente. Você não precisa de nenhuma explicação – você precisa de uma experiência, e essa experiência está faltando, por isso surge a questão. Um passageiro de um avião a quem a aeromoça estava servindo um drinque exclamou: “Ei, aqui há algo novo – um cubo de gelo com um buraco dentro!” “Qual é a novidade disso?”, respondeu o homem que estava sentado ao lado dele. “Eu me casei com um.” Não tome muito conhecimento do que a mente diz e pensa – ria dela. Evite os jogos da sua mente. Vá além da mente, onde apenas o silêncio prevalece… Onde não há insegurança, não há a questão da proteção. Nesse silêncio tudo está seguro. Você é parte desta existência. Sua preocupação é algo como uma folha em uma árvore se preocupando com segurança. A árvore está tomando todo o cuidado, proporcionando toda a nutrição para a folha, levando-lhe água contra todas as forças da gravidade – lá para o alto, talvez a trinta ou sessenta metros de altura. A folha não fica preocupada. A folha não tem consciência de que ela é apenas uma parte de uma grande árvore. Você é parte de uma vasta existência. Não pense em você separado, e imediatamente todos os seus problemas vão desaparecer. Em outras palavras, seu único problema é o ego. “Eu sou” – esse é o único problema. “Eu não sou, a existência é” – a única solução.”
Autor: André L
“A principal tarefa de uma existência é compreender a própria mente” – Sigmund Freud

A vida
“A vida decepciona-o para você parar de viver com ilusões e ver a realidade.
A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante.
A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “É”.
A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer.
A vida envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro.
A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição.
A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio.
A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”.
A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé.
A vida tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo.
A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém.
A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo.
A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti.
A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar.
A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir.
A vida envia raios e tempestades, para acordá-lo.
A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer.
A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir.
A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe.
A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.
A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver.
A vida te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então tornar-se tudo.
A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir.
A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração.
A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e buscá-los.
A vida te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo.
A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta… Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti”
The Big Electron
Frustration
So what! You must be responsible for it. If you don’t want to feel frustrated then there is no need. You must be creating it. Nobody else is responsible; if you feel frustrated, you must be reaping the crop which you go on sowing.
But you don’t see the relationship. If you expect too much, you will be frustrated. If you don’t want to be frustrated, don’t expect. Live without expectations and there will be no frustration.
But people go on expecting; they know no ends to their expectation. Then frustration comes in — frustration is the shadow of expectation. Frustration is never the problem, the problem is with expectation.
When you feel frustrated you think that existence is doing something wrong to you. No — you were asking too much. In fact, ask and you will be frustrated. Any asking is asking too much. Don’t ask, be. And then you will be surprised — whatsoever happens is good; you have no way to judge it. Don’t expect, and you see your whole life becomes a joy.
Expect, and your whole life becomes a hell. Expectation is the cause. If you want to change, never start by the effect, start by the cause. Frustration is the effect. You can go on fighting with frustration — nothing will happen, you will become more and more frustrated. Start by the cause, always look for the cause. Whenever you are feeling miserable, go into it and find out where the cause is. and then it is up to you. If you want to drop the effect then avoid the cause; then become aware, more and more aware.
If you are enjoying frustration… because there are many people who enjoy. There are many people who enjoy being miserable. In fact, they cannot tolerate happiness at all. When they are miserable they are happy, when they are happy they feel very miserable. You laugh at it, but this is a truth about the majority of people.
And again, there are reasons. Whenever you are miserable you gain something: sympathy, attention. Whenever you are happy nobody shows any sympathy — in fact,people become jealous. when you are unhappy everybody is a friend, everybody sympathizes with you — even your enemy will sympathize with you. When you are happy even your friend will become jealous and inimical. When you are happy nobody pays any attention to you. People avoid you. In fact, they start thinking you must be mad: Happy? — who has ever heard of anybody being happy?… must have gone crazy or something, or must be pretending. When you are unhappy they accept you. Then they think everything is okay, because this is how things have to be. And people enjoy your unhappiness, that’s why they pay attention — because whenever you are unhappy they can compare themselves, and deep down they can feel good — “So I am in a better position. People are so unhappy! — at least I am not that much unhappy. I am unhappy, but not so much.” He can compare.
OSHO
The Dhammapada: The Way of the Buddha, Vol 10
How I became a madman
You ask me how I became a madman. It happened thus: One day, long before many gods were born, I woke from a deep sleep and found all my masks were stolen,–the seven masks I have fashioned and worn in seven lives,–I ran maskless through the crowded streets shouting, “Thieves, thieves, the cursed thieves.”
Men and women laughed at me and some ran to their houses in fear of me.
And when I reached the market place, a youth standing on a house-top cried, “He is a madman.” I looked up to behold him; the sun kissed my own naked face for the first time. For the first time the sun kissed my own naked face and my soul was inflamed with love for the sun, and I wanted my masks no more. And as if in a trance I cried, “Blessed, blessed are the thieves who stole my masks.”
Thus I became a madman.
And I have found both freedom of loneliness and the safety from being understood, for those who understand us enslave something in us.
But let me not be too proud of my safety. Even a Thief in a jail is safe from another thief.
– Khalil Gibran , Book: The Madman
A verdadeira felicidade
“Eis a verdadeira felicidade: não ter ambição alguma e trabalhar como um escravo, como se tivesse todas as ambições. Viver longe dos homens, não precisar deles e amá-los. Estar no Natal e, depois de ter comido e bebido bem, escapar sozinho para longe das armadilhas, ter em cima as estrelas, a terra à esquerda e à direita o mar; e subitamente verificar que no coração a vida praticou seu último milagre: que ela se transformou em um conto de fadas.”
O desejo de Buda
Sim, era um desejo: Buda teve o desejo. Quando buda disse: “Não deixarei este lugar. Não o vou deixar, a não ser que consiga a iluminação”, isso era um desejo. E, com esse desejo, um círculo vicioso se instalou. Mesmo para buda, ele se instalou.
Buda não pôde obter a iluminação durante muito tempo, por causa desse desejo. Por causa dele, buscou e buscou duante seis anos. Fez todo o possível, tudo quanto pôde. Fez tudo, mas não se aproximou sequer uma polegada. Permaneceu o mesmo, ainda mais frustrado. Tinha deixado o mundo, renunciado a tudo, por amor da realização, e nada conseguira. Durante seis anos, continuamente, todos os esforços foram feitos, mas nada obtido.
Então, um dia, nas proximidades de bodh gaya, ele foi tomar um banho no niranjana (o rio que ali existe). Estava tão fraco por causa do excesso de jejuns, que não podia sair do rio. Ficou ali, então, junto à raiz de uma árvore.
Tão fraco estava, que nem podia sair do rio! Veio-lhe à mente o pensamento de que, se tão fraco se tornara a ponto de não poder sequer cruzar um pequeno rio, como poderia, então, cruzar o grande oceano da existência?
Então, a partir desse dia em particular, mesmo o desejo de realização tornou-se fútil. Ele disse: “Chega!”
Saiu da água, sentou-se sob uma árvore (a árvore bodhi). Naquela noite o próprio desejo de alcançar tornou-se fútil. Ele desejara o mundo e descobrira que o mundo não passava de um sonho. E não apenas um sonho – mas um pesadelo. Durante seis anos, continuamente, desejera a iluminação, e também aquilo provara ser um sonho, apenas. E não apenas um sonho: provara ser um pesadelo ainda mais profundo.
Ele estava completamente frustrado, nada ficara a desejar. Tinha conhecido muito bem o mundo – conhecera-o muito bem – e não podia voltar para o mundo. Ali, nada havia para ele. Conhecera o esforço das chamadas religiões (de todas as religiões importantes da índia); praticara todas as suas técnicas, e nada conseguira com isso. NAda mais havia a tentar, agora, não restava qualquer motivação, assim ele deixou-se cair no chão, junto da árvore bodhi e durante toda a noite ali permaneceu – sem qualquer desejo. Nada ficara para desejar; o próprio desejo tornara-se fútil.
Pela manhã, ao acordar, a última estrela ia desaparecendo. Buda olhou para a estrela, e pela primeira vez em sua vida, seus olhos não tinham qualquer nuvem, porque ele estava sem desejo. A última estrela ia desaparecendo… e, ao desaparecer a estrela, algo murchou dentro dele: o eu (porque o eu não pode existir sem desejo). E ele tornou-se iluminado!
Essa iluminação veio no momento em que não havia mais desejo. E isso fora evitado, durante seis anos de desejo. Realmente, o fenômeno ocorre apenas quando estás fora do círculo. Assim, mesmo buda, por causa do desejo de iluminação, teve de perambular, inutilmente, durante seis anos. Esse momento de transformação – Esse saltar para fora do círculo, para fora da roda da vida – só vem, só acontece, quando não há desejo. Buda disse: “Consegui isso quando não havia mais a mente que desejava conseguir; encontrei quando não mais havia busca. Isso só aconteceu quando cessou de haver esforço.”
Erros
Você pode ter observado — pode ser que a observação não tenha sido muito aguda, profunda e penetrante, mas deve ter observado — observado num estado nebuloso de mente, vago, sombrio, esfumaçado, mas deve ter observado que você sempre comete o mesmo tipo de erro, repetidamente. Que tristeza! Você nem pode inventar erros novos. Que pouco original e medíocre estado de mente! Hã? — você nem pode inventar novos erros para cometer, e continua cometendo os mesmos erros. Você é como uma vitrola quebrada. Ela continua repetindo a mesma linha outra, outra e outra vez.Já observou que você continua a cometer o mesmo erro? — nos relacionamentos, no amor, na amizade, no trabalho, você continua a cometer o mesmo erro. E continua a ter esperanças de que desta vez as coisas serão diferentes. Elas nunca serão — porque você é o mesmo.
Como as coisas podem ser diferentes? Você está tendo esperanças contra a esperança. Mas a mente é estúpida. Você continua esperando, e sabe muito bem, lá no fundo, que isto não é possível, porque você vai frustrar. Você se apaixona e tudo é tão romântico, tão poético. Mas esta não é a primeira vez que isso acontece. Já aconteceu muitas vezes. Muitas vezes você se apaixonou e muitas vezes o mundo foi poético e romântico. E o mundo se tornou um sonho e tudo era lindo — e depois tudo ficou feio. A mesma beleza se tornou feia, o mesmo sonho se tornou um pesadelo, o mesmo céu se tornou um inferno. E tem sido assim repetidamente.Mas você se apaixonará outra vez e novamente se esquecerá — e o mesmo acontecerá! Você é uma repetição, e a menos que pare de ser repetitivo, não existe possibilidade de mudança.
Como é que se pode parar esta repetição? Primeiro, é preciso compreender que ela está presente. Esse é o passo básico. É preciso compreender que esta repetição está aí. Você está funcionando como um autômato, não como uma pessoa — exatamente como um mecanismo, repetindo. A pessoa nasce em você somente quando você não é mais uma máquina, quando você começa a se mover de maneiras novas, a se mover em novos caminhos, a caminhar em direção ao desconhecido. Você sempre se move dentro do conhecido: faz de novo o mesmo que já havia feito, e fica cada vez mais hábil em fazê-lo, fica perito em cometer os mesmos erros outra e outra vez. Você se torna previsível.Nenhum ser humano, se é realmente um ser humano, pode ser previsível. A astrologia existe —jyotish existe — por causa de sua vida mecânica; caso contrário, ninguém poderia prever o momento seguinte. Mas ele pode ser predito. De dez mil pessoas, nove mil novecentas e noventa e nove são previsíveis.
Assim, a primeira coisa a compreender é que você é uma repetição. Será muito terrível para o ego, porque você sempre pensou que fosse original; você não é. A mente nunca é original. Ela é sempre medíocre, porque a própria estrutura da mente é o acúmulo de conhecido.